Invisível.
Cheguei em casa, sentei na frente do meu computador, coloquei umas músicas pra tocar, peguei um livro de filosofia e fiquei lendo, apenas isso, durante horas.
Sou o astro do meu quarto. Todos os meus quadros me olham, meu monitor me observa fixamente, a minha cama me espera, meus violões anseiam pelo meu toque pra poderem tocar suas belas notas.
Sinto que a vida das pessoas flui naturalmente sem mim, e que a minha ausência não faz diferença nenhuma. E isso me conforta profundamente.
Me sinto livre. Me sinto desprendido de qualquer pessoa. Irrelevante. Insignificante. Tudo como sempre foi. Tudo como deve continuar.
Antes essa solidão me entristecia, hoje eu não sinto absolutamente nada.
Eu poderia pegar minha jaqueta e ir pra qualquer festa ou pra casa de algum colega. Mas eu escolhi ficar sozinho, como eu sempre escolho.
Sozinho.
Mas mesmo eu me sentindo bem, tem um nó na minha garganta, que me angustia e dói. Eu nunca consegui chorar.
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