Perguntei pro Gustavo: “Filho, você acha que eu sou ingrato pelo que eu penso da minha família?”. Ele disse:

 

“Sabemos muito bem o ponto inicial das nossas maiores dores. E também sabemos que a maior parte dela ainda mora com a gente e chamamos de pai e mãe. 
Mas não somos mais obrigados a isso e despertar qualquer minima ideia de uma realidade diferente, já nos joga num mar de situações reconfortantes e que nos parecem um sonho distante…
Ingratidão é o caralho, sentir dor e raiva por coisas que nos obrigaram a aturar não é pecado. É sensatez, no mínimo.
Olhando no fundo, ninguém é muito admirável, ninguém é humilde e somos todos porcos em suma existência.
Menos piores somos nós, que aprendemos algo com a vida e hoje podemos entender tudo isso e mudar de realidade, tal qual de atitude diante de pessoas imersas.”

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