Placebo.

Trago um atrás do outro como quem sabe que está se matando aos poucos.

Nunca na vida me senti tão preso a um vício tão imbecil.

Sempre tive facilidade em parar, mas agora além de não conseguir, posso dizer que também não quero.

Quando a fumaça me preenche eu me acalmo, como se temporariamente todo aquele vazio fosse preenchido pelo doce sopro da morte. Aos poucos eu causo um dano que futuramente pode vir a me matar.

Sorrio e aceno as margens do rio Estige; enquanto vejo Caronte se aproximando com seu barco bem ao fundo, no horizonte. Espero por ele como quem espera pra reencontrar um velho amigo.

Ora pra controlar minha ansiedade, ora para acompanhar Kurt cantando no meu fone pela manhã.

Tem me sido melhor companheiro do que muitas pessoas que passaram pela minha vida. 

Quente, nada diz, se puxo demais me queimo e sinto vontade de tossir, eu preciso respeitá-lo, tudo no tempo certo, pra que experiência seja perfeita, e pra que ele cumpra com o que promete.

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