Ratos que vivem de restos.

Toda a nossa existência e tudo o que fazemos sugere a mediocridade. Mostra o quanto nossa existência é vazia e sem propósito. Melhor dizendo, nossa existência não é vazia, mas é preenchida com futilidade e mediocridade.

Empenhamos nossa saúde e nosso tempo em troca de dinheiro, pedaços de papel e metal que trocamos por alimentos (que vamos excretar depois de algumas horas) e coisas das quais não precisamos para preencher nosso vazio existencial com decoração e entretenimento.

Quando vamos pegar transporte público somos dependentes de um pedaço de plástico. Toda a nossa vida se resume em um objeto formado com algumas placas e circuitos e que cabe na palma de nossas mãos.

Dependemos uns dos outros pra absolutamente tudo e não somos capazes de sermos autossuficientes (mesmo que tenhamos a simples necessidade de uma interação social).

Transmitimos entre as gerações as opiniões que foram tomadas como verdades absolutas e que hoje chamamos de conhecimento.

Tudo que sabemos desde a maldita linguagem que estou usando pra escrever esse texto de merda, um dia, foi uma ideia na cabeça de alguém tão medíocre quanto você que está lendo.

Eu desprezo toda a humanidade e a nossa existência. E acima de tudo, eu me desprezo, mais do que qualquer coisa.

~サム.

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