Demasiada paz.

    Quanto mais analítico e paciente me torno, menos eu crio, menos eu escrevo, menos eu componho. Tenho internalizado 90% dos meus pensamentos, suprimindo eles até sua completa extinção. Minha mente criou uma barreira de contenção; egoísta! Ela quer tudo pra si.

    Um pensamento nunca verbalizado nunca existiu. Exceto talvez pra mim, que diariamente destilo minhas inquietações, sozinho, interno, passageiro. Muito do que penso morrerá comigo.

    Tenho entendido muito mais as nuances e contrastes da vida e das relações. Aprendi a ser mais paciente e a respeitar o tempo de todos; estamos todos vivendo momentos diferentes com nossas próprias referências, expectativas, anseios e traumas.

    As pessoas com quem convivo também entendem o meu jeito, e respeitam. Consigo ser amado quando perto e respeitado quando me afasto, busquei muito por isso e sou grato por ter conseguido.


“Em circunstâncias de paz, o homem guerreiro se lança contra si mesmo.”

Friedrich Nietzsche

    Tem estado tudo muito pacato, a maré está baixa, sem conflitos eu não me saboto, eu não cresço, preciso arranhar as paredes da minha zona de conforto novamente. Eu me sinto um idiota quando feliz. Um demônio preso a correntes; impotente. A felicidade nunca me levou a lugar nenhum; meu ódio é meu maior aliado e eu preciso dele pra vencer minhas batalhas.

    Caro tempo, me assole de novo, cara vida me massacre de novo, caro amor, me iluda novamente, cara dor, doa-me novamente, depressão; velha amiga... Volte pra mim(?).

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