Maldita feiticeira.
Você é um punhado do que eu mais admiro;
um sorriso que interrompe um suspiro;
um beijo que cala a reclamação;
um entrelaço nos dedos das mãos.
Quando te vejo sinto calmaria;
o ponto alto do meu dia.
A recompensa por todo o cansaço;
descanso e me entrego em seus braços.
Nunca pensei que pudesse ser assim,
que minha guarda fosse ficar tão baixa,
que meus mecanismos de defesa me abandonassem;
fiquei nu, exposto, sem graça.
E quando se ausenta,
sou pura melancolia;
assim nasceram os poemas meus mais tristes,
assim se-me esvai a vida.
Me apequeno diante dos teus olhos penetrantes,
que me olham fundo, me leem; cortantes,
e nem mesmo quando estão distantes;
me sinto escondido o bastante.
E eu que poeta nem sou,
proponho-me até a escrever, (*desdenho*)
poema tímido mas com intensidade e veracidade,
um pequeno poema sobre você.
Sobre o efeito que tem sob mim,
sobre o estrago que causa na minha vida;
maldita! Anseio cada chegada.
Temo cada despedi(parti)da.
Quando abro nossa conversa,
minha pupila dilata meu peito a(s)cende;
nada mais me interessa,
seu feitiço me prende.
E quando nossos labios colidem,
Nada mais existe;
somos só eu e você
e o meu mundo triste.
Aonde tristeza era mato,
já não é mais tão triste assim,
porque a alegria que ali faltava,
você trouxe pra mim.
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