Rótulos.

Estamos constantemente rotulando e encaixotando. Pré concepções nos parecem ser indispensáveis pra estabelecer relações; sempre tão convictos e julgadores, crentes de que tudo está certo diante de nossas perspectivas absolutas e verossímeis.

Quantas vezes acertou num pré julgamento feito? Quantas já errou? No que isso muda quando você se projeta dentro de uma nova relação?

Se perdêssemos a memória, quem nós seríamos? Se mudássemos de cidade repentinamente e escolhêssemos recomeçar do zero de uma forma totalmente diferente, ainda seríamos nos mesmos? Quem somos nós mesmos? O que sustenta a concepção que você tem de si mesmo? Ela coincide com as das demais pessoas?

Somos máquinas de julgar e interpretar, sempre famintos por informação, e sem isso, nada seríamos, não construiríamos nenhuma relação, porque não poderíamos nos basear na falsa segurança provida da confiança tola que temos em nossos julgamentos e pré concepções.

Mas por que será que precisamos disso? Por que inconscientemente fazemos isso o tempo todo?

Não temos controle, e pode-se dizer que isso faz parte de um instinto de sobrevivência. A verdade (questionável) é que em alguma medida, todos nós tememos o desconhecido, tememos ser lesados e injuriados. 

Como Freud disse, estamos constantemente buscando o prazer e evitando o desprazer.

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