Sei lá...

Toda vez que me abro, que mostro meu blog, falo sobre minha visão do mundo e da vida, as pessoas se sentem na obrigação de me ajudar. Vocês não tem essa obrigação. Vocês não são meus terapeutas. Entendo e agradeço a preocupação, mas dispenso.

Não é como se eu tivesse começado a sentir essa tristeza ontem, eu vivo com ela desde que eu era pequeno. Eu não preciso da compaixão alheia, não quero que sintam pena de mim e me deem conselhos genéricos sobre o quanto a vida é boa e sobre o quanto ainda tenho pra viver.

Quer realmente me ajudar? Está realmente disposto a se aproximar e fazer algo por mim? Mesmo quando eu te tratar mal de propósito pra te afastar? Mesmo quando eu for resistente? Mesmo quando ignorar suas mensagens pra tentar te afastar?

Se mesmo assim você estiver disposto, conversa comigo, elogia um texto que eu fiz, fale sobre interesses que temos em comum, me conte seus planos pra vida, me chama pra assistir um filme, demonstra que está presente. Eu preciso desse tipo de pessoa na minha vida. Eu já tenho minha visão do mundo, eu tenho tendências auto depreciativas e suicidas; dificilmente mudaria meu jeito.

Sem contar que o meu blog é um local de "despacho", eu uso de forma terapêutica buscando substituir a catarse do choro que já não sai ha anos. Não é como se eu vivesse o que escrevo aqui 100% do tempo, eu também dou risada, também sinto felicidade, também sinto tesão (embora raramente). Então não dá pra me resumir com o conteúdo disponível aqui. Assim como qualquer pessoa, tenho meus momentos, fases e singularidades.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Adeus - A eterna despedida.

Adeus Edifício Tristeza.

Não me convide, eu não vou.