Corrompido.
Pobre garoto que sai ao mundo sorrindo, logo vem o mal e lhe rouba o sorriso, o vento, frio e cortante lhe arranca as vestes e bagunça-lhe o penteado, já não é mais belo agora, foi corrompido. Não serve mais aos olhos que julgam.
Saiu de casa impecável, voltou cheio de marcas e cortes, feridas expostas, decerto que se fosse mais malandro preservaria-se muito mais.
Aprendeu a barganhar com o mal, fez amizade com o vento que ao invés de lesá-no-lo agora engolia a fumaça que o garoto soprava-lhe.
Assim, aos poucos matou a sua inocência, e sua amizade com eles se fortaleceu tanto, que agora o garoto se misturou a eles, age como eles, e vaga por aí, perdido, esquecido dos sonhos que outrora chegou a ter.

Caramba muito bom
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