Obrigado amigo, você foi um amigo.

Conhecer alguém há anos não garante que esse alguém permaneça em sua vida.


Eu não tiro o valor de tudo o que passamos, eu não tenho esse direito; não retiro nenhum “eu te amo” que te disse (e eu raramente digo isso), vivemos dias, momentos gloriosos juntos, mas acabou.


Assim como qualquer relacionamento, uma amizade necessita de manutenção, novos momentos precisam ser vividos, novas memórias construídas; nem só de nostalgia se mantém uma amizade.


Acho difícil dizer que nos tempos de hoje, com a internet, com a tecnologia e tanta praticidade, você não tenha 5 minutos pra responder uma mensagem minha. Realmente leva 3 dias pra você ter um tempo? Acho curioso o fato de você sequer ter postado uma foto comigo (embora eu já o tenha feito).


Toda vez que você demonstrava algum afeto por mim você sempre tossia, um sinal corporal de excreção, quase como se algo dentro de você não concordasse com o que saia da sua boca, e imediatamente você exprimisse duas tossidas forçadas, confirmando a farsa que eram seus sentimentos para comigo.


Não digo que eram inexistentes, mas definitivamente não eram como eu enxergava, como eu queria enxergar na verdade. Eu sempre te considerei meu melhor amigo da vida, e você sempre me teve como um bom companheiro.


Refleti muito sobre tudo que eu disse aqui, nos conhecemos há muitos anos, é muito pesado afirmar isso e destruir uma amizade que sempre foi tão admirada por todos. Uma bela encenação da sua parte.


Não sinto com esse afastamento e com a morte da nossa amizade, afinal ela foi esfriando com o tempo e eu fui me acostumando com a sua ausência. Tudo era mais importante do que o seu velho amigo. Eu estaria sempre lá pra você não é mesmo? Eu sempre fui compreensivo com as suas necessidades e com a sua agenda apertada não é mesmo? Por que você haveria de se colocar no lugar dessa pessoa tão compreensiva? No fim das contas eu sempre te entenderia e te desculparia por qualquer coisa né?


A minha risada irônica e desdenhosa vem junto com o nó na garganta por ter me dedicado tanto em prol de nada.


Não sei se vou te mandar esse texto e se eu postar ele no meu blog você talvez nem veja, não te atrai nada que você não seja o protagonista.

 

Siga com o seu projeto de vida perfeita, com o seu modelo de família perfeita, com a sua realidade na qual eu não me encaixo. Te desejo toda a felicidade que eu não t(ive)erei.


Obrigado por nada que me ensinou tanto.

 

Tive medo de postar esse texto antes, tive medo de te magoar; já não me importo mais.


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