Estou enlouquecendo.

Do sentimento que me assola no decorrer da semana:


Que legal, chegou sábado, odeio este dia mais do que todos os outros. Estão todos se divertindo? Espero que sim.

Na véspera do sábado, existe a sexta-feira, já é uma bosta. Um clima de felicidade no ar, um clima de contemplação, afinal, está chegando o final de semanaaa! Uhull; sextou! Isso é ótimo não é?!

Não.

As pessoas se reúnem pra beber e expor suas vidinhas, na verdade, nessas rodas de conversa estão todos sempre tentando se auto afirmar, falar sobre si, buscando reconhecimento, o ser humano e seu ego... Não digo que não existe, mas existe alguém que realmente escuta? No fundo, ninguém quer ouvir sua história sobre o dia em que você bebeu 15 cervejas e não ficou bêbado. Só estão ali, esperando o momento de serem o porta voz da roda. Todos bebendo pra inibir a frustração de suas semanas, de suas relações, de suas vidas.

Aos meus olhos, ninguém é feliz.

Me desculpe a negatividade constante, mas o que você está celebrando? A vida? A saúde?

Você tem um teto e fulano não, você tem comida e fulano não; ah vá para a puta que te pariu.

Até parece que você se importa. Se você se importasse, deixava que moradores de rua tomassem banho na sua casa, doaria 50% do seu salário para ONG’s, faria trabalho voluntário. O altruísmo é pra poucos. A grande maioria finge que se importa enquanto enche o cu de comida e assiste televisão.

Falar é fácil.

A gratidão é tão frágil quanto o que a sustenta; não leva a lugar nenhum.

Admita que o que te move é o seu egoísmo, a carne, suas necessidades fisiológicas, o seu tesão, pare de mentir pra si mesmo com essa baboseira. Fique sem saneamento básico, sem comer, sem banho, por um mês, e veja se ainda será grato.

É tudo resultado do seu esforço, não é Deus, não são as energias, você é menor do que nada, nenhuma energia vai trabalhar em seu favor.


Da forma que tenho me sentido:


Tudo passa a doer muito menos quando você não tem nada a perder.

Não falo de saúde ou do meu teto; falo de paz, de noites bem dormidas e da minha sanidade.

Se eu perder alguém, no fim das contas vou terminar sozinho. Por mim tudo bem, eu já estava, vou continuar. Não dói mais.

Não sei se estou doente e me tornei incapaz de sentir certas coisas ou se suprimi tanto esses sentimentos que criei uma barreira intransponível. Eles não conseguem mais emergir. Ainda bem.

Depender de alguém emocionalmente é um erro, a pior coisa que se pode fazer, não recomendo.

Não tenho mais considerações pra fazer sobre o amor, atualmente, não acredito que isso exista. É tudo um jogo de ter prazer e evitar o desprazer (como bem colocou Freud).

Todo mundo é esperto, ninguém quer ficar pra trás, nem eu; só que não sou tão esperto, vez ou outra me meto em umas que demoro pra conseguir sair. Burro.

Isso é tudo.

É sério, estou cansado. Não é esgotamento, é uma vontade constante e crescente de desistir.

Não há nada de novo aqui. “Eu sou a falta de surpresa do Jack.”





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