Exaustão - Tudo fica longe: a cópia da cópia de uma cópia.
Esta é a sua vida, e ela se acaba a cada minuto.
Dentre minhas
características, uma das que sempre tive muito orgulho de possuir e de ter
desenvolvido ao decorrer da vida, foi a auto percepção. Natural que isso
amadurecesse dentro de mim, visto que sou introspectivo, observador, sensível e
extremamente auto critico.
Não vim me
vangloriar.
Quero chegar direto
ao ponto de que em tempos como esse, é necessário respirarmos fundo e
colocarmos nossos pés no chão, tirar a cabeça das nuvens.
Estamos cercados de
distrações, que nos cansam e nos tiram a visão, nos fazem gastar energia
demais, nos impedindo de empenhar essa energia em algo que realmente
vale a pena, algo que realmente queremos.
Chego em casa todos
os dias com os olhos fundos, pesados e tremendo por conta do estresse, minha
cabeça lateja, não me sinto disposto pra fazer porra nenhuma; mas preciso, se
eu não fizer acumula, ninguém vai fazer.
O mesmo se aplica com
os nossos sentimentos, acredito que precisamos lidar com eles conforme eles
vem, porque se isso se acumula, você começa a sofrer pra dentro e uma hora
implode, como aconteceu comigo recentemente, você não consegue direcionar a
água quando uma barreira se rompe, é melhor tentar liberar a água aos poucos,
não concorda?
Mesmo em meio ao
cansaço cotidiano, é importante tirar 5 minutos para si mesmo, para apontar o
dedo e atribuir culpa as coisas e as pessoas.
Como num jogo de
lógica infantil, colocar as formas em seus devidos buracos, um triângulo não
vai entrar no buraco do círculo, talvez entre no do quadrado com a inclinação
correta, mas medidas paliativas e fitas durex não são a solução para os
problemas, e você sabe.
Vale a pena respirar
fundo e sadicamente planilhar: “Essa pessoa me esgota.”, “Meu emprego é uma
merda.”, “Por que eu continuo repetindo determinados comportamentos?” “Aonde
isso tem me levado?”, “É aonde eu quero chegar?”
Quando nos sentimos
mal, estamos sem confiança, e a situação não está sob nosso controle, tampouco
sabemos o que fazer com as rédeas nas mãos de outro(s) condutor(es), o caos é
completo.
Tenho lido muito,
tenho atingido meu limite físico e psicológico diariamente para poder dormir
exausto, sem resistência, descobri que não preciso lidar com a minha parcela de
insônia, descobri que posso lidar com algumas questões psicológicas enquanto
lavo a louça.
Com a dose certa de
ódio, todos os problemas ficam pequenos, e enquanto eu tiver saúde, nenhum
problema será grande o suficiente para me impedir de nada.
Não sei se esse texto
faz sentido, se tem pé ou cabeça, nada tem feito sentido pra ninguém
ultimamente, e estamos todos exaustos, como se trabalhássemos numa fábrica,
numa linha de produção, e não podemos parar, e não podemos olhar pro lado, e
não há pausa para o almoço, e temos que ignorar a exaustão, pois não podemos
perder o emprego no qual somos explorados e mal remunerados, porque mesmo sendo
um lixo, este mesmo emprego ainda nos impede de passar fome, e comemos, para
repor as energias, para que possamos trabalhar mais.
Não questiono como
uma criança mimada, mas não sou como um escravo que cegamente obedece o capataz,
tudo tem pelo menos um bom porquê, tenho o poder de descobrir qual é, e de
decidir se esse porquê condiz com o meu propósito, caso não, tenho também o
poder de abrir mão e tomar outro rumo.
Sou livre,
desprendido de qualquer dívida de gratidão e valor moral ou dogma religioso,
sigo fazendo o que me convém e o que é melhor pra mim, isso me deixa sozinho,
isolado no canto, e eu não ligo; prefiro.
Pra que passar por
tudo isso se a gente vai morrer?
Todos os dias me
questiono isso.
Enquanto não descubro
extraio pequenos prazeres da vida como posso e por hora eu sinceramente quero
que se foda.
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