O mar.
Resíduos de um velho poema encontrado numa caixa mofada no porão.
Suas ondas vem e vão;
Conectado com tudo que o cerca,
cheio de cor e de vida.
Misterioso em suas profundezas,
ora calmo e pacífico,
ora agitado e violento.
Leva consigo tudo que precisa,
mas rejeita aquilo que não quer.
Pode ser azul e vívido,
pode ser cinza e monótono,
e mesmo sendo salgado,
muita gente aprecia mergulhar nele.
Consistente e contínuo;
bate nas rochas até que elas se desfaçam,
pela força do atrito e de sua persistência.
Nunca teimoso, sempre segue seus instintos,
afoga quem muito avança.
Velho e cheio de memórias,
muitas histórias pra contar,
mesmo sem passar na pele aprende;
sabe quando protagonizar e quando ser coadjuvante.
Quem vai até o fundo consegue mergulhar e ver
beleza,
mas também encontra coisas medonhas,
e não consegue ir muito fundo por conta da
pressão.
Apesar de tudo, é belo e sempre mencionado,
existem vários mares diferentes,
assim como existem muitos de nós.
Aliás;
se pararmos pra pensar,
cada um de nós, é um mar.


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