Tristeza aqui é mato.

A solidão sussurrou em meu ouvido,

consinto calado.

Não sei o que há comigo;

Apenas sinto o que julgo não ser errado.

 

Queimo de amor por estranhos,

me apaixono por desconhecidos,

as dores reduzem com os ganhos,

as perdas me trazem sentido.

 

Longe da onisciência,

longe da resolução,

e numa crise de consciência,

minhas esperanças caem ao chão.

 

Não há felicidade,

não há um sentido,

não há descanso,

não existe um abrigo.

 

Que me proteja da noite,

que me proteja do frio,

que me prive do açoite,

que me preencha o vazio.

 

Morto.

 

“Por quê?” - me questionam.

Oras, vou lá eu saber?

Tome pra si minhas dores

então me diga você.

 

Eu não posso salvar,

só consigo sentir.

Incapaz de ajudar;

absorto te vi partir.

 

Levou tudo que eu tinha,

que não era nada,

mas o tudo que era o nada,

era uma parte da minha alma.

 

Se tem uma coisa que tenho é o meu ser,

e isso eu não reduzo ou parto ao meio,

porque se for pra ser,

sempre serei por inteiro.

 

Quantas vezes com medo,

foi imposto/fui e fiz,

e mesmo que seja cedo,

afirmo que em todas elas; nunca fui feliz.

 

Talvez seja apatia.

Talvez seja depressão.

Talvez seja a alma vazia.

Talvez seja ingratidão.

 

Mas como eu poderia?

Mesmo com tanta beleza,

ser feliz nesse limbo;

ser feliz com tanta tristeza.

 

Tristeza aqui é mato.

Inconstante.

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