O choro do bêbado - top 10 pessoas que ninguém se importa.
Nada é igual.
Nenhum corpo substitui o outro,
nenhuma sensação se repete, a novidade me mata aos poucos.
Numa trilha na qual eu não vejo
meu rosto, eu não sei quem sou, e por conta disso nunca fico muito tempo em
lugar nenhum, não sei quem sou, não sei pra onde vou, não sei qual o sentido
disso tudo e o porquê de muitas coisas, uma vez que não sei o porquê, por que
fazer?
Nenhum sentido de pertencimento é
tão grande quanto os maiores.
Uma vez que você pertenceu, nunca
mais pertencerá, e só quem já pertenceu sabe.
Portas se fecham pra nunca mais
se abrirem, às vezes isso dói, e é solitário.
Seguimos crendo ser soberanos de
nossas vontades e canalizadores de nossos desejos, e isso é frustrante, porque
no fim das contas, ninguém sabe o que quer, além do sentido biológico da coisa;
óbvio.
Feliz aniversário Maria.
Nenhuma boca é como a sua, nenhum
abraço é como o seu, talvez sejam um dia, talvez?
Ninguém ouve ninguém, ninguém dá importância, ninguém ta nem aí pra porra nenhuma, ninguém faz questão, todo mundo tem um milhão de opções e não tem ninguém, e eu to nesse bolo agora, bolo fecal da humanidade.
Eu não vou voltar pra você e esse
é meu maior presente.
Estou decidido a te esquecer, te
afogar, te matar, me matar, destruir tudo, esse é meu caminho.
Quando vocês partem, levam uma
parte da minha esperança, da crença de que algo pode significar alguma coisa,
que qualquer coisa possa ter valor, nada tem valor pra mim atualmente.
Não ligo, não me importo, não
estou nem aí pra nada, e não falando como um suicida, mas se por acidente
morro, pouco me importa também, estou a esmo.
Escrevendo bêbado em meus mais
sinceros termos, um texto simples e doloroso no qual me afogo em conhaque e em
minhas próprias palavras, as mesmas que não pude nunca sustentar.
Uma verdadeira piada, e muito sem
graça.
Pessoas novas chegam, com
sorrisos lindos, corpos deliciosos e cheias de problemas, que não são meus,
todo mundo ta cheio de problemas, e eu não consigo resolver nem os meus.
Atualmente não pertenço a ninguém
exceto meus amigos, essenciais, indispensáveis, chegar em casa e saber que os
terei por aqui são meu único conforto; o único conforto.
Eu quero transar muito, quero
beber muito, quero fumar muito, quero viver minha vida medíocre no extremo, no
limite, pra ver se um dia enjoo e acabo virando algum devoto de merda que
ressignificou tudo e que se apegou em qualquer coisa que faz sentido.
Qualquer coisa que seja melhor
que dormir na praça da sé, tomando banho de valeta e bebendo água com
leptospirose.
Essa é minha vida, e daqui, não
tem pra onde ir, estou exausto e essa palhaçada já me cansou.
Bêbado e incongruente;
inconstante.
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